Com o aumento crescente dos crimes hediondos contra LGBTs no Brasil, a organização global por direitos LGBT AllOut.org e as Mães pela Igualdade no Brasil lançam campanha pelos direitos de seus filhos e suas filhas LGBT e exigindo que parlamentares tomem uma atitude.
Com base no desejo de JR, artista de rua anônimo ganhador do Prêmio TED que pretende “virar o mundo do avesso”, a AllOut.org está
trabalhando com o cada vez mais importante movimento das “Mães pela
Igualdade” no Brasil. No espírito do projeto de JR de convidar gente do
mundo inteiro para exibir seus retratos, as mães de filhos e filhas
LGBT estão mostrando seus rostos – e contando suas histórias – para
chamar atenção para a onda cada vez maior de violência anti-LGBT que
tem transformado o Brasil em um dos lugares mais perigosos do mundo
para gays e transgêneros.
O lançamento público da campanha, será nesta quinta-feira, dia 29, no Congresso Nacional, em Brasília, como parte do seminário
“Famílias pela Igualdade”, promovido pelo deputado federal Jean Wyllys
– único membro gay do Congresso Nacional brasileiro – e do Grupo de
Igualdade LGBT legislativo. O Congresso Nacional está discutindo
atualmente uma Lei Anti-Homofobia e Anti-Discriminação que estenderia
os mesmos direitos para brasileiros LGBT, que são negados atualmente
pelas leis existentes.
Mais de 10 “Mães pela Igualdade” participarão do seminário, seguido
do lançamento de uma exposição fotográfica dentro dos halls do
Congresso Nacional, com retratos enormes delas – cortesia do projeto
“Inside Out”.
Quem São as “Mães pela Igualdade”?
De juízas federais a mulheres de negócios e donas de casa – e
incluindo várias mães que perderam seus filhos para crimes hediondos
anti-LGBT – as “Mães pela Igualdade” vêm de todos os cantos do Brasil e
têm histórias importantes para contar:
Veja essas declarações
“”Meu filho, meu melhor amigo, companheiro e confidente,
foi morto num ataque homofóbico no ano passado. Hoje sinto um grande
vazio, que procuro preencher com a luta contra a violência, homofobia,
preconceito e a discriminação.” – Eleonora Pereira, Recife “Como cidadã brasileira e, especialmente, como Mãe, vou exigir o cumprimento do Principio Constitucional da Igualdade.” – Luiza Habibe, Brasília
“Minha maior alegria no processo de reconhecer meu filho gay foi
que me tornei uma pessoa melhor. Se eu não tivesse um filho gay eu
ainda seria preconceituosa como eu era. Quando você trabalha para
diminuir um preconceito, automaticamente está diminuindo todos os
demais. Eu me tornei uma pessoa melhor, e fico feliz com isso.”
– Edith Modesto, São Paulo
“Me sinto muito feliz e lisonjeada em poder falar de meus
filhos, que amo muito. O mais novo é gay. Sinto orgulho dele filho, de
sua garra, de sua força, e sua responsabilidade.” – Raquel Gomes, Curitiba
Como as “Mães pela Igualdade” Foram Formadas?
As “Mães pela Igualdade” juntaram-se iniciamente por meio de um
pedido da AllOut.org depois de uma série de ataques anti-LGBT e
assassinatos no início deste ano, assim como de um comentário
particularmente cheio de ódio feito pelo deputado federal Jair
Bolsonaro. “Prefiro ter um filho morto do que um filho gay”, disse ele
à mídia.
Imediatamente, dezenas de mães de pessoas LGBT ofereceram-se para
falar sobre políticas e atitudes de apoio à igualdade LGBT. As mães
começaram a conversar umas com as outras e a AllOut.org ajudou a
coordenar sessões de fotos e reuniões para testemunhos no país inteiro,
em parceria com o projeto “Inside Out”.
O lançamento do projeto no Congresso dá início a uma série de
eventos em grandes cidades brasileiras, por dois meses, em que retratos
gigantes do Inside Out serão exibidos em lugares públicos e “Mães pela
Igualdade” sairão às ruas e na mídia para falar sobre violência contra
LGBTs.
AllOut.org é
uma organização de campanhas globais dedicadas à igualdade LGBT com
mais de meio milhão de membros em 190 países. Um movimento que trabalha
online a nas ruas para construir um mundo em que todos possam viver
livres e serem aceitos pelo que são, a All Out está colocando o poder
de gente do mundo inteiro na luta histórica pela igualdade LGBT. Saiba
mais em: www.allout.org.
Sobre o Projeto Inside Out
O Inside Out é um projeto de arte participatória em grande escala
que transforma mensagens de identidade pessoal em trabalhos artísticos.
Imagens digitais divididas pela internet são transformadas em pôsteres
e mandadas de volta para os participantes do projeto, que exibem os
trabalhos em suas comunidades. As pessoas podem participar como
indivíduos ou grupos. Os pôsteres podem ser colocados em qualquer
lugar, de uma imagem única na janela de um escritório a uma parede
inteira em um prédio abandonado ou até mesmo em um estádio inteiro.
Estas exposições serão documentadas, arquivadas e colocadas online
em . O Projeto Inside Out é uma criação do artista de rua JR, ganhador
do Prêmio TED de 2011 (assista à conversa de JR no TED aqui).
Sobre o Prêmio TED
O primeiro Prêmio TED foi dado em 2005, a partir da Conferência TED
e da visão de mudar o mundo de importantes empresários, inovadores e
artistas – um desejo de cada vez. O prêmio: US$ 100 mil e o talento, a
perícia e a liderança do time do Prêmio TED, comandado por Amy
Novogratz. O que teve início como uma experiência sem paralelos para
usar os recursos da Comunidade TED e provocar mudanças globais evoluiu
em um dos prêmios de maior prestígio do mundo. Para mais informações
sobre o Prêmio TED, visite
A ComunidadeBetel ICM Rio de Janeiro vai realizar
nos próximos dias 7 e 8 o I Congresso de Louvor e o 6º Louvorzão, no Rio de Janeiro.
Com o
tema “Reconstruindo a adoração
inclusiva”, a Comunidade
Betel abre a programação no dia 7, às 19h30,
com um Culto de Louvor e Adoração.
As atividades continuam com um workshop
no dia 8, a partir
das 16h, seguido, às 19h, por mais um Culto de Louvor e Adoração.
O evento
é gratuito e aberto a todos. A programação será realizada na Praia de Botafogo, 430 – sobreloja.
Comunidade
Betel é uma Igreja Cristã Protestante, Reformada e Inclusiva. A igreja
iniciou suas atividades públicas em 06 de Agosto de 2006, após nove
meses de intensos trabalhos de um grupo de sete pessoas, sob a
liderança do Rev. Márcio Retamero. Nos classificamos como uma Igreja
Cristã Protestante, Reformada e Inclusiva. Mas o que tudo isso
significa? Vamos entender?
O que é ser Protestante?
É valorizar e se inspirar na Reforma realizada por Martin Lutero
(Século XVI), cujos pilares centrais são as doutrinas da Salvação pela
Graça Somente, e o Sacerdócio Universal de todos os crentes. Lutero
enfatizava, assim como nós, que a salvação é dom gratuito de Deus,
conferido mediante a fé e não algo dependente de alguma igreja ou
instituição (Ef. 2:8-10). Da mesma forma pregava que todo crente é um
“sacerdote”, sendo liberto para orar e se dirigir diretamente a Deus,
sem intermediários. Para Lutero, e para nós, há somente um
intermediário entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1Tm 2.5).
A Comunidade Betel valoriza e se orgulha da História da Igreja e dos Reformadores.
O que é ser Reformado?
É seguir o modelo doutrinário legado por João Calvino, outro grande
reformador e o maior teólogo protestante da História da Igreja.
Calvino, assim como nós, reafirma cinco pontos centrais da doutrina
cristã: Depravação Total (Rm 3:9-20), Eleição Incondicional (Ef. 1:4, 5
e 2:8-10), Graça Irresistível (Jo. 6:44, 10:26, 27), Redenção
Particular (Mt. 26:28) e Perseverança dos Santos (Rm. 8:28-30). Pra nós
Deus é Soberano e está no governo de tudo, reinando desde o seu trono
sobre a Igreja e o mundo.
O que é ser Inclusivo?
É prosseguir com a missão profética iniciada pelo Rev. Troy Perry
(1968), primeiro pastor assumidamente gay do mundo e fundador da
primeira Igreja direcionada para a pregação do Evangelho para a
comunidade de lésbicas, gays e transgêneros, a Igreja da Comunidade
Metropolitana - nossa denominação. A Inclusão prega uma releitura
não-fundamentalista das Escrituras e afirma que ela não condena a
homossexualidade como a entendemos hoje. O que há, na realidade, são
traduções de má-fé e ideológicas da Bíblia e uma deturpação da mesma
para servir à manutenção e promoção do preconceito por parte da Igreja.
Seguindo o exemplo do pastor Troy, Betel prega e anuncia o Evangelho na
cidade do Rio de Janeiro, sem distinções, “pois Deus não faz acepções
de pessoas”. (Atos 10:34)
Somos cristãos e nossa missão é espiritual, mas não fechamos os olhos,
como a maioria das igrejas, para a realidade e injustiça do mundo. Por
isso, somos voz profética, lutando contra a violência e opressão,
principalmente advinda da igreja cristã, contra as lésbicas, gays e
transgêneros.
As Igrejas da Comunidade Metropolitana
Durante algum tempo a Comunidade Betel foi uma igreja local
independende, sem vínculos com qualquer denominação. Em 14 de Março de
2010, em Assembleia Geral de membros, a igreja decidiu por sua filiação
às Igrejas da Comunidade Metropolitana - ICM.
Ser uma ICM é contribuir com esta obra mundial de pregação do
Evangelho à Comunidade LGBT. A ICM está presente em mais de 40 países,
em todos os continentes, com mais de 300 igrejas, e continua sendo a
maior denominação inclusiva do mundo. Ser ICM não altera em nada o
perfil da Comunidade Betel, suas crenças e práticas litúrgicas, pelo
contrário, contribui com o engrandecimento e fortalecimento de laços
entre irmãos em diversas igrejas locais no Brasil e no mundo. Mais
informações sobre a ICM no www.icmbrasil.com e www.mccchuch.org
E quem é quem na Comunidade Betel?
A Comunidade Betel é uma Igreja de forma congregacional em seu
governo. Isso significa que o poder e as decisões estão nas mãos de
todos os seus membros. As decisões são tomadas em Assembléias públicas,
onde todos os membros podem se expressar, propor idéias, e claro,
votar! Qualquer membro da igreja também pode se candidatar aos cargos
administrativos, e sendo eleitos pela Assembléia, ficam no cargo por um
ano.
O pastor e os conselhos da Igreja (administrativo e eclesiástico) também estão submissos ao governo da Assembléia.
A Comunidade Betel é uma igreja totalmente democrática, por isso as
decisões são sempre tomadas visando o amor e o bem estar de todos,
respeitando a decisão da maioria.
Como é o Culto?
Somos Inclusivos, por isso nosso culto agrega elementos de todas as
tradições cristãs. O modelo de culto segue a doutrina reformada, mas os
elementos são diversos. Cantamos louvores tradicionais e modernos.
Usamos cancioneiros clássicos do protestantismo brasileiro, além de não
deixarmos de lado o que há de saudável na moderna música evangélica.
Não classificamos nosso culto como “tradicional” ou “pentecostal”, pois
cremos que numa Igreja Inclusiva há espaço para cristãos de todas as
vertentes. Tradicionais e pentecostais convivem harmoniosamente dentro
de nossa comunidade.
Somos uma Igreja para todos, onde os que se achegam ajudam a compor a
identidade e o perfil do que é a Comunidade Betel do Rio de Janeiro.
IGREJAS DA COMUNIDADE METROPOLITANA
www.icmbrasil.com
“Sem homofobia, mais
cidadania. Somos todos iguais”.:
Programação
Dia 03 de outubro, às 19h00 - Abertura oficial na sala
Geraldo Freire (anexo da Câmara Municipal);
Dia 04 de outubro, das 09h00 às 14h00 - Ação de Cidadania na
Praça Doutor Carlos oferecendo à população diversos serviços de saúde, lazer e
entretenimento.
Dia 05 de outubro, às 19h00 - Mesa de Debates : A legislação municipal (PL
4007/08), que dispõe sobre o combate às práticas discriminatórias em razão da
orientação sexual, na Sala Geraldo Freire (anexo da Câmara Municipal);
Dia 06 de outubro, às 19h00 – Mesa de Debates: O crescimento da incidência das
DST's, HIV/AIDS e hepatites virais, na Sala Geraldo Freire (anexo da Câmara
Municipal);
Dia 07 de outubro, às 19h00 - Mesa de Debates: A união homoafetiva sob o
enfoque dos direitos humanos, na Sala
Geraldo Freire (anexo da Câmara Municipal);
Dia 08 de outubro, a partir das 16h00 - VIII Parada do Orgulho LGBT , com apresentações de shows musicais de
artistas, show pirotécnico, dee jay's, trios, barracas de apoio e distribuição
de material informativo, na Avenida Deputado Esteves Rodrigues (Avenida
Sanitária).
O Porque das Paradas e origem:
A Rebelião de Stonewall foi um conjunto de
episódios de conflito violento entre gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros
e a polícia
de Nova
Iorque (EUA) que se iniciaram com uma carga policial em 28 de Junho
de 1969 e duraram
vários dias. Tiveram lugar no bar Stonewall Inn e nas ruas
envolventes e são largamente reconhecidos como o evento catalisador
dos modernos movimentos em defesa dos direitos
civis LGBT. Stonewall foi um marco por ter sido a primeira vez que
um grande número do público LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia para com
a sua comunidade, e é hoje considerado como o evento que deu origem aos
movimentos de celebração do orgulho gay.
Este dia é uma chamada às pessoas bissexuais e suas famílias, amigos e
aliados para reconhecer e celebrar a bissexualidade, a história
bissexual, a comunidade Bissexual e a cultura, e a pessoa
bissexual em suas vidas.
Depois
da rebelião de Stonewall, a comunidade gay e
lésbica cresceu em força e visibilidade. A comunidade bissexual também
cresceu na força mas de muitos modos somos ainda invisíveis. Também fui
condicionado pela sociedade para tachar automaticamente um casal que anda de
mãos dadas como hetero ou gay, dependendo do gênero percebido de cada pessoa.
”
Esta celebração de bissexualidade especialmente, ao contrário dos eventos LGBT gerais, foi
concebida como uma resposta ao preconceito e a marginalização das pessoas bissexuais
por alguns tanto nas comunidades hetero
e grandes comunidades LGBT.
No seu primeiro ano, uma observância foi mantida durante a Associação Internacional de
Gays e Lésbicas, que ocorreu durante a semana do 23o. Enquanto no início o
feriado só passou em áreas com uma presença bissexual extremamente forte, ele
agora presencia eventos como discussões, festas de jantar e danças em Toronto e um
grande baile de máscaras em Queensland, Austrália.
Na Universidade A&M
do Texas, a semana apresentou painéis de discussão e sessões de
pergunta-e-resposta A Universidade de Princeton celebra este dia cada ano
fazendo uma festa no seu Centro LGBT. O destaque da festa são biscoitos de
açúcar deliciosos em forma da imagem da bandeira do Orgulho Bissexual. Também
tem sido celebrado na Alemanha, Japão, Nova Zelândia, Suécia e Reino Unido.
Bandeira do orgulho bissexual
A bandeira do orgulho bissexual
foi desenhada por Michael Page em 1998 para dar à comunidade bissexual o seu
próprio símbolo comparável com a bandeira do orgulho gay da maior comunidade
LGBT. O seu objetivo era aumentar a visibilidade dos bissexuais, tanto entre a
sociedade no conjunto como dentro da comunidade LGBT.
A faixa magenta (cor de rosa) em cima da bandeira representa a
atração sexual ao mesmo sexo somente (gay e lésbico); a faixa azul real no fundo da bandeira
representa a atração sexual ao sexo oposto somente (indivíduo heterossexual);
as faixas ficam sobrepostas no centro em quinto lugar da bandeira para formar
uma sombra profunda da lavanda (purpúra), que representa
a atração sexual a ambos os sexos (bissexuais).
A proporção de aspecto da bandeira não é fixada mas 3:2 e 5:3 muitas vezes são
usados, em comum com a maior parte de outras bandeiras.
Bissexualidade
Embora, teoricamente, por se apresentar também nela
uma faceta de heterossexualidade, no sentido da atracção por indivíduos do sexo
oposto, segundo o olhar de homossexuais exclusivos, a bissexualidade pode
parecer mais facilmente aceita. A verdade é que em geral, há incidências
específicas de preconceito contra pessoas bissexuais partindo tanto de certos
homossexuais quanto de heterossexuais. Por exemplo, a percepção das pessoas
bissexuais como a ponte que trouxe a AIDS dos homossexuais para os
heterossexuais, pode ser considerada com uma demonstração de bifobia. Outra
face da bifobia se dá quando certos homossexuais consideram a bissexualidade
pouco mais que um meio-termo confortável entre a heterossexualidade
estabelecida e a identidade homossexual pela qual lutam por estabelecer. Além
disso pessoas bissexuais podem ser alvo tanto de homofobia (por parte de alguns
heterossexuais) quanto de heterofobia (por parte de alguns homossexuais). Nos
dias de hoje têm sido comum também o uso do termo queer na denominação
tanto de pessoas bissexuais como homossexuais numa tentativa de fugir do
dualismo e subcategorização humana, englobando num único termo as pessoas que
possuem uma orientação sexual divergente da heterossexualidade dominante.
No entanto, em termos históricos mais amplos, o comportamento bissexual foi
aceito e até encorajado em determinadas sociedades antigas, especificamente,
entre outras, na Grécia, e em determinadas nações do oriente Médio.
Relatórios Kinsey
Em termos de estudos quanto à Bissexualidade, sublinha-se em
notoriedade e importância para estudos posteriores do assunto os Estudos
de Kinsey, publicados em 1948 e 1953,
quanto a um estudo cujas conclusões afirmavam, entre outras constatações, que
grande parte da população norte-americana tinha algumas tendências bissexuais
de intensidade variante. Embora algo criticados, em particular quanto à
selecção dos indivíduos a quem se aplicaram os inquéritos correspondentes ao
estudo, estes vieram a tornar-se uma referência notória no que toca a estudos
da sexualidade, e apresentou pela primeira vez a noção de que a bissexualidade
é, possivelmente, muito mais comum do que se pensa, mantendo-se por isso também
importante em campos teóricos - em particular pela noção apresentada da
sexualidade humana ser composta não por duas alternativas únicas, a
heterossexualidade e a homossexualidade, mas por um espectro de interesse e
comportamento sexual, que tem as duas como extremos.
Bifobia
Bifobia é um termo usado para descrever o medo de,
aversão à, ou discriminação contra bissexualidade
ou pessoa LGBT que é
bissexual ou percebe ser bissexual. Também pode significar o ódio, a
hostilidade, desaprovação de, ou preconceito contra a pessoa LGBT,
comportamento sexual, ou culturas. Bifóbico é a forma adjetiva deste termo
usado para descrever as qualidades dessas características enquanto o menos
comum biofóbo é a forma de substantivo dada como um título para indivíduos com
características "bifóbicas".
Estereótipos bissexuais
Os estereótipos bissexuais incluem, mas não
são limitados à: promiscuidade, poligamia, viver trocando de parceiros, ou ser
"confuso" ou "ganancioso" ou "pervertido". Em
alguns casos, os bissexuais são acusados de trazer doenças sexualmente
transmissíveis à comunidade heterossexual ou na comunidade LGBT. Um estereótipo
relacionado é aquele no qual se supõe que uma pessoa bissexual está disposta a
fazer o sexo com qualquer um. Este estereótipo leva à atenção não desejada de
uma natureza sexual dirigida às mulheres
bissexuais, muitas vezes estereotipando homens bissexuais com andarem com
riscos de AIDS.
Muitas vezes, contudo, os indivíduos
heterossexuais acrescentarão mais estereótipos baseados na homofobia. Os
Homofóbicos muitas vezes pensam que os bissexuais são um gênero não conformado.
A pessoa homossexual verá às vezes os bissexuais como mantenedor de privilégio
e colaborador contra os homofóbicos simultaneamente ajudando-se de
oportunidades em
comunidades LBGT. Alguns consideram a crença
que a pessoa é heterosexual ou o homossexual, e assim que bissexualidade não
existe realmente, para alguém ser bifóbico.
Um estudo de 2002 disse que uma amostra de
homens que auto se identificam como bissexual não respondeu igualmente ao
material pornográfico que implica só homens, e à pornografia que implica só
mulheres, mas em vez disso mostrou a quatro vezes mais excitação a um do que o
outro. Contudo, bissexualidade não contém a atração igual em direção a ambos os
gêneros. Além do mais, os oponentes afirmam que a excitação genital ao material
pornográfico homossexual não é um bom indicador da orientação. Eles também
indicam que o estudo mostrou que um terço dos homens não tiveram nenhuma
excitação, e perguntar por que disso não significa que um terço de homens é
realmente assexual.
Os estudo e artigo que reportou no The New York Times em 2005,[ foram
posteriormente criticados como sem nexo e bifóbico.Lynn Conway
criticou o autor do estudo, J. Michael Bailey, citando a
sua história controvertida, e indicando que o estudo não foi cientificamente
repetido e confirmado por qualquer pesquisador independente.
De modo inverso, há uma escola de pensamento
que diz que "todo mundo é bissexual." Um motivo comum de atitudes
negativas em direção a bissexualidade pode ser medo dos heteros masculinos e
heteros femininos que seus maridos/namorados e as esposas/namoradas possam divorciar
deles ou romper com eles por membros do mesmo sexo. Os mesmos medos existem
entre a pessoa gay também. Para as lésbicas ele
pode ser o medo que uma mulher bissexual abandone uma mulher por um homem; e vice-versa
com os homens gays que temem que eles sejam trocados para uma mulher. O homem heterosexual
é visto como ter uma vantagem sistêmica injusta tanto devido ao sexismo como
devido a homofobia. As pessoas bissexuais também podem ser o objetivo da
homofobia daqueles que consideram só a heterossexualidade apropriada.
Algumas lésbicas feministasradicais pensam que as
mulheres bissexuais estão indo no modo patriarcal.[carece de
fontes?] Outros dizem que
as pessoas que são contra bissexuais são inseguras sobre a sua própria
sexualidade, similarmente à homofobia. É justo observar que muitos
antibissexuais são também homofóbicos, mantendo que há somente o indivíduo
heterossexual e o homossexual como preferências sexuais, e um estereótipo comum
é que bissexuais femininos são a atenção dos indivíduos heterossexuais sendo
buscado por eles mesmo, enquanto os masculinos são homossexuais somente
abnegados com medo de reconhecer totalmente a sua orientação verdadeira.
Fonte: Wikipédia
No Brasil - Depoimentos:
Em tempos de discussão sobre orgulho gay e
orgulho hétero, 3% da população brasileira diz sofrer preconceito de ambos os
lados.
São os bissexuais --mais de 5 milhões no
país, segundo pesquisa Datafolha de 2009. Na próxima sexta, dia 23, eles vão
comemorar o Dia do Orgulho Bissexual.
Um deles é Fábio*, 17. "Sinto atração
pela beleza dos dois", diz. "As mulheres são mais meigas e suaves, já
os homens têm pegada forte, são mais rústicos."
Como ele, a estudante de ciências sociais
Maraiza Adami, 23, também é bi. Ela reclama: "Os héteros acham que ser bi
é transitório ou promíscuo. Já os gays, principalmente dentro do movimento
LGBT, acham quase uma agressão você ficar com alguém do sexo oposto."
Especialistas em sexualidade tentam entender
as razões do duplo preconceito. O psiquiatra Alexandre Saadeh, especialista em
identidade sexual do Hospital das Clínicas, lembra que é muito comum que a
bissexualidade seja vista como uma fase anterior à confirmação da
homossexualidade.
Esse mito incomoda tanto Ilana Falci, 21, de
Belo Horizonte, que ela quer editar um vídeo com vários bissexuais dando o seu
depoimento. "O bi não é uma pessoa em dúvida", diz ela. "Não
precisa decidir se gosta mais de homens ou de mulheres."
O projeto de Ilana se chama "Sou
Visível". É possível encontrar mais informação sobre ele em bisides.com.
Esse site foi criado por outra bissexual, a
estudante de secretariado executivo Daniela Furtado, 24. Um dos seus objetivos
é utilizar a página para discutir como lutar contra o que ela chama de
"bifobia".
Os participantes do site reclamam que, apesar
da sigla LGBT incluir os bissexuais, gays e lésbicas "negam lugar" a
eles no movimento. "Eles se sentem no direito de nos olhar com
desconfiança", diz um dos textos. "Então eu pergunto: o que gays e
lésbicas propõem que nós façamos quando o sexo de quem amamos é diferente do
nosso?"
Daniela já namorou tanto meninas quanto
meninos. Atualmente, está há três anos com Danilo Milhiorança, 25, que é
heterossexual.
"Ela foi muito honesta comigo e sempre
me fez sentir seguro, então está tudo certo", diz o rapaz.
Entre os bissexuais famosos, estão os
cantores David Bowie e Lady Gaga, o vocalista do Green Day, Billie Joe
Armstrong, e as atrizes Megan Fox e Angelina Jolie.
ALGO CURIOSO
Nem todo mundo, porém, é tão convicto da sua
bissexualidade quanto esses famosos. E não há nada de errado nisso, diz Maria
Helena Vilela, educadora sexual e diretora do instituto Kaplan, que faz estudos
sobre sexualidade.
Na adolescência, afirma, é comum a confusão
entre admiração e tesão. Muitos jovens, então, acabam tendo experiências com o
mesmo sexo, com amigos, por exemplo.
Mas isso não necessariamente os faz homo ou
bissexuais, já que a identidade só é completamente estabelecida na fase adulta.
"Os adolescentes têm hormônios saindo
pelos ouvidos e maior disponibilidade para o sexo, então é mais complicado
separar a curiosidade", explica Saadeh.
Lúcia*, 18, por exemplo, só transou com
garotos, mas, desde o começo do ano, tem experimentado ficar com algumas
amigas. "Nunca tinha cruzado minha mente a ideia de ficar com meninas, mas
rolou um dia e eu gostei, então estou vendo o que realmente quero", diz.
Considerando que a Constituição Federal consagra a dignidade da pessoa humana e os princípios da igualdade e da liberdade, bem como proíbe qualquer forma de discriminação;
Considerando que, mesmo não havendo legislação, há uma década a jurisprudência vem assegurando direitos a quem é marginalizado por sua orientação sexual ou identidade de gênero;
Considerando que I Conferência Nacional GLBTT, convocada pela Presidência da República, em junho de 2008, aprovou as resoluções 56 e 60 que propõem a elaboração de Projeto de Lei de um estatuto da cidadania;
Considerando que, em 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, ao acolher a ADI 4.277-DF e ADPF 132-RJ, por votação unânime, com eficácia contra todos e efeito vinculante, deu interpretação ao art. 1.723 do Código Civil conforme a Constituição Federal, para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, entendida essa como sinônimo perfeito de “família”.
Considerando que os avanços ocorridos no âmbito do Poder Judiciário consolidaram a jurisprudência de modo a garantir a concessão de direitos também no âmbito da administração pública; Considerando que foram os advogados os artífices de todas estas mudanças, pois a Justiça só se pronunciada quando é incitada a fazê-lo, sendo pois, os advogados indispensáveis à administração da justiça (CF art. 133).
A Ordem dos Advogados do Brasil apresenta à Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal anteprojeto de lei para instituir o Estatuto da Diversidade Sexual.
A legitimação ativa do Conselho Federal da OAB, para propor projetos à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa é universal, sendo dispensada comprovação da pertinência temática, segundo o
parágrafo único do art. 5º e § 2º do art. 7º do Ato nº 1/2006, que regulamenta o art. 102-E do Regimento Interno do Senado Federal, alterado pela Resolução n.º1 de 2005.
Fazendo uso dessa prerrogativa é que o Conselho Federal da OAB, em audiência pública realizada dia 22 de março de 2011, aprovou a constituição da Comissão Especial da Diversidade Sexual, que foi criada pela
Portaria 16/2011 de 15 de abril de 2011 com o compromisso de qualificar os advogados e elaborar o Estatuto da Diversidade Sexual. A Comissão é presidida por Maria Berenice Dias (RS) e integrada por Adriana Galvão Moura Abílio (SP); Jorge Marcos Freitas (DF); Marcos Vinicius Torres Pereira (RJ) e
Paulo Tavares Mariante (SP). Participam como consultores: Daniel Sarmento (RJ); Luis Roberto Barroso (RJ); Rodrigo da Cunha Pereira (MG) e Tereza Rodrigues Vieira (SP).
Todos profissionais comprometidos com a construção de uma sociedade livre, igualitária e democrática e que, pelas suas trajetórias de vida, gozam do respeito e do reconhecimento da comunidade científica. A eles foi delegada a difícil missão de elaborar um conjunto de normas e regras que servisse para aperfeiçoar o sistema legal deste país, acolhendo parcela significativa da população que, de modo injustificável, se encontra alijado dos mais elementares direitos de cidadania.
Mas o Estatuto foi elaborado a muitas mãos. Contou com a efetiva participação das Comissões da Diversidade Sexual das Seccionais e Subseções da OAB instaladas, ou em vias de instalação, que já são mais de 50 em todo o País. Além disso, foram ouvidos os movimentos sociais, tendo sido encaminhadas mais de duas centenas de propostas e sugestões.
São estes os referencias que concedem legitimidade à Ordem dos Advogados do Brasil para encaminhar ao Congresso Nacional o mais arrojado projeto legislativo apresentado neste século, quer pela sua abrangência, quer pelo seu significado de retirar da invisibilidade jurídica, do descaso social e da intransigência de muitos, pessoas que precisam ter garantido o direito de viver, de amar e de ser feliz, seja qual for a sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Abaixo segue o link dos textos do Estatuto da
Diversidade e a Proposta de Emenda Constitucional.
É fundamental uma mobilização
nacional, pois se trata da mais importante proposta legislativa para o
reconhecimento dos direitos à população
LGBT.
Assim, indispensável que o tema seja
divulgado e debatido.
SÉRGIO RIPARDO
colaboração para a Livraria da Folha
"Orações para Bobby" é um dos principais filmes de 2009 sobre o drama
de ser gay na adolescência. Quem viu (homossexual ou hétero) costuma se
emocionar e até chorar. Um jovem se suicida após se sentir rejeitado
pela mãe religiosa. A morte provoca um terremoto na família
conservadora, e a história fica mais interessante com os
desdobramentos: os parentes ficam se remoendo de culpa até encontrarem
um caminho mais digno de superar o trauma.
Baseada em fatos reais, a produção é inspirada no livro "Prayers for
Bobby: A Mother's Coming to Terms with the Suicide of Her Gay Son", de
Leroy Aarons, sem lançamento em português. O filme foi exibido apenas
na TV norte-americana, no canal Lifetime, que pode ser considerado um
canal para donas-de-casa.
Mas a internet tornou "Orações para Bobby" um fenômeno. Logo, gays e
lésbicas do mundo inteiro baixaram o filme por meio de servidores de
arquivo, como Torrent e Megaupload, traduziram legendas e logo se
disseminaram blogs e comunidades em redes sociais, como o Orkut, onde
com uma simples pesquisa dá para encontrar links para download do filme
com legendas em português.
Este é o primeiro filme feito para TV no currículo da atriz
Sigourney Weaver, 60, famosa nos anos 80 devido aos filmes da série
Alien. Ela interpreta Mary Griffith, a mãe de Bobby, que tenta "curar"
o filho gay com a Bíblia e a terapia. Devido a esse papel, ela foi
indicada para o Emmy 2009, Oscar da TV, na categoria melhor atriz, mas
perdeu para Jessica Lange.
A atuação do jovem suicida ficou a cargo do ator Ryan Kelley, 23,
que fez participações em séries de TV como "Smallville" e "Ghost
Whisperer". Ele recebeu elogios, e sua carreira vai muito bem,
obrigado. Kelley vai ser protagonista do filme "Ben 10: Invasão
Alienígena", no papel do jovem super-herói.
Suicídio entre jovens
Antes do sucesso na TV, a história de Bobby já era emblemática para
quem estuda a homossexualidade. Para os especialistas, as famílias
precisam compreender melhor o assunto, prevenindo tragédias. Famílias
de todos os credos e classes sociais ainda encurralam seus filhos gays
para quadros de depressão, revolta e desesperança.
Estudos alertam que a taxa de suicídios é explosiva entre jovens
homossexuais, principalmente entre efeminados, usuários de álcool e
drogas, que não resistem a tanta pressão e angústia.
No livro "A Experiência Homossexual", a psicoterapeuta Marina Castañeda informa que, nos EUA, um em cada três homossexuais tentou se suicidar pelo menos uma vez.
O livro traz explicações e conselhos para gays, suas famílias e
terapeutas. A autora relata que a construção da identidade gay dura, em
média, 15 anos, ou seja, é um longo período de incerteza que tem um
custo afetivo muito elevado.
"Os anos que muitos homossexuais passam se perguntando e explorando
sua sexualidade poderiam explicar seu isolamento e sua imaturidade em
certos campos. Em inúmeros casos passaram boa parte de sua juventude em
conflitos internos ou em relações problemáticas, engajados na difícil
tarefa de compreender a sua identidade sexual", escreve Castañeda.